
Uma das maiores erupções vulcânicas na época do Holoceno – considerando o volume de material ejetado – aconteceu na ilha paradisíaca de Santorini, na Grécia, antigamente conhecida como Thera.
Este é considerado um evento crucial na pré-história da região do Mar Egeu e do Mediterrâneo Oriental, com a cidade de Akrotiri, soterrada cerca de 1.600 anos antes de Pompeia, tornando-se um dos principais sítios arqueológicos do segundo milênio antes de Cristo.
Arqueólogos no início do século 20 postularam que o vulcão entrou em erupção por volta de 1500 a.C., durante o período egípcio do Novo Reino, e criaram uma história em torno dessa suposição.
No entanto, a partir da década de 1970, os avanços na datação por radiocarbono tumultuaram essa linha do tempo, com muitos especialistas insistindo que a erupção teria acontecido mais de 100 anos antes.
Em seu novo estudo, Sturt Manning, professor de Arqueologia Clássica na Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Cornell, espera resolver esta que é uma das disputas de longa data da arqueologia moderna.
Examinando os dados disponíveis e combinando-os com análises estatísticas de ponta, ele determinou como datas para a erupção o intervalo entre os anos de 1609 e 1560 a.C., durante o segundo período intermediário anterior do Egito.
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