Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

R-Crio, através da KSCIA, estabelece base no Life Science Laboratory (Laboratório de Ciências da Vida no Espaço), na área do Kennedy Space Center

R-Crio, através da KSCIA, estabelece base no Life Science Laboratory (Laboratório de Ciências da Vida no Espaço), na área do Kennedy Space Center

A R-Crio, pioneira no processo de isolamento, expansão e armazenamento de células-tronco do dente, tecido adiposo e do céu da boca (periósteo do palato), em conquista inédita para o Brasil, estabeleceu através de um acordo de cooperação inédito com o KSCIA International Space Academy, uma base no Life Science Lab (Laboratório de Ciências da Vida no Espaço), na área Kennedy Space Center (KSC), na Flórida (EUA).

A base servirá para trabalhos com o segmento de pesquisa que já realiza com o uso das células-tronco para a medicina regenerativa e o desenvolvimento de estudo sobre o comportamento das mesmas células em ambiente com microgravidade.

O laboratório, localizado em Campinas (SP), tem à frente o cientista e membro do International Society for Cellular Therapy, José Ricardo Muniz Ferreira, que estudou a fundo e aprimorou a técnica de extração, armazenamento e cultivo das células-tronco.

Segundo ele, esse é um grande acontecimento para a ciência brasileira, com sementes plantadas desde 2014, que só foi possível por envolver muito empenho e parcerias importantes como a aliança R-Crio/ Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), juntamente com a Michaelis Foundation for Global Education (organizadora do Science Days) e o KSCIA um Centro de Educação e Pesquisa Espacial.

“Nesse espaço estamos próximos de divisões científicas de estudos muito importantes como o da Universidade de Zurique, da Universidade da Flórida, o centro de pesquisas da Estação Espacial Internacional, conhecida como ISS (International Space Station), que envia experimentos para o espaço e de tantos outros importantes grupos internacionais. Por meio dessa parceria, será dedicado um ‘braço’ do nosso seguimento de pesquisa e desenvolvimento ao estudo do comportamento das células-tronco em ambiente com microgravidade. Isso pode melhorar a solução de entrega para a medicina regenerativa, seja para a produção de medicamentos ou o uso direto das células-tronco em terapias”, explica Muniz Ferreira.

O cientista ainda conta que algumas outras parcerias acadêmicas e institucionais estão sendo discutidas, entre elas estão: a Vaya Space – empresa de foguetes norte americana com motor híbrido de vórtice e líder emergente em acesso espacial sustentável e o Instituto de Tecnologia da Flórida (FIT).

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