Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Mísseis hipersônicos têm lançamento simulado pela China com braços robóticos

Mísseis hipersônicos têm lançamento simulado pela China com braços robóticos

A China está realizando testes de lançamento de mísseis a partir de aeronaves hipersônicas situadas em um poderoso túnel de vento; tudo isso enquanto são auxiliadas por braços robóticos. 

Este projeto futurista foi criado pelo Centro de Desenvolvimento e Pesquisa Aerodinâmica da China. Batizado de ‘sistema de trajetória cativa’ (CTS, na sigla em inglês), ele consiste em um equipamento que sustenta e mantém uma aeronave no lugar fazendo uso de braços robóticos, assim permitindo aos pesquisadores testar as possibilidades de inclinação da aeronave em todas as direções possíveis e em altíssimas velocidades, além de analisar como essa a alta velocidade afeta o lançamento de projéteis como mísseis. 

Segundo o jornal South China Morning Post, o sistema abre caminho para o desenvolvimento de um drone bombardeiro hipersônico, ou seja, capaz de exceder os 6190 km/h, ou cinco vezes a velocidade do som. Essa tecnologia faria parte da atual corrida de armas hipersônicas travadas entre a China, a Rússia e os EUA. 

O túnel, por sua vez, quebra recordes ao gerar ventos com velocidades superiores a 40 mil km/h, ou 33 vezes a velocidade do som. As tecnologias convencionais de túneis de vento usam gás de hidrogênio aquecido, uma substância cara e perigosa em razão de seu potencial explosivo. 

O túnel chinês, contudo, usa o mais seguro e barato gás de nitrogênio em alta pressão para impulsionar um pistão a centenas de quilômetros por hora, comprimindo o ar a fim de gerar ondas de choque quentes e velozes, simulando as condições enfrentadas por aeronaves em velocidades hipersônicas. 

O sistema de trajetória cativa existe desde os anos 1960, usando um pequeno guindaste para afastar objetos de aeronaves em um túnel de vento para simular o desacoplamento de dois objetos em alta velocidade. Contudo, o CTS desenvolvido pela China usa dois braços robóticos, o que proporciona mais flexibilidade e mobilidade. 

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