Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Povos antigos espalhavam mercúrio em suas cidades

Povos antigos espalhavam mercúrio em suas cidades

Uma equipe de pesquisadores descobriu altos níveis de mercúrio no solo de ruínas maias. A explicação? Muito antes da chegada dos conquistadores espanhóis, essa civilização costumava espalhar o metal pesado pelo chão de seus centros urbanos.

Em certos locais, o nível deste elemento tóxico é tão alto que os cientistas são obrigados a usar trajes especiais para não se contaminarem.

“A poluição por mercúrio é comumente encontrada em áreas urbanas e parques industriais atuais”, afirma Duncan Cook, geoarqueólogo da Universidade Católica da Austrália (ACU, na sigla em inglês) e principal autor de um artigo que investiga o impacto ambiental causado pelos maias.

Junto a um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos e do Reino Unido, Cook analisou amostras de solo de dez sítios arqueológicos do período clássico da civilização maia que possuíam traços de mercúrio em sua composição. Uma comparação entre as amostras e o solo nos arredores dos sítios arqueológicos mostrou que sete deles possuem pelo menos uma área com concentrações de mercúrio iguais ou maiores que os patamares modernos de toxicidade.

Em seu estado natural, o mercúrio é um metal cinzento e lustroso que derrete a uma temperatura relativamente baixa, transformando-se em um líquido denso também conhecido como azougue.

No curso da história humana, este elemento teve uma variedade de usos culturais e industriais. Uma de suas formas mais famosas é o nitrato de mercúrio, uma substância que servia para endurecer o feltro de chapéus e que causou a intoxicação de inúmeros artesãos no século XIX.

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