
Na véspera do lançamento das observações científicas inaugurais do Telescópio Espacial James Webb (JWST), divulgadas em 12 de julho deste ano, a NASA resolveu dar um breve “spoiler” do que estava por vir, divulgando aquela que entrou para a história como a primeira imagem oficial captada pelo equipamento.
Trata-se do mais profundo e distante registro feito do universo com tecnologia infravermelha em todos os tempos e mostra o aglomerado de galáxias SMACS 0723. Agora, um estudo publicado no Astrophysical Journal Letters nesta quinta-feira (29) revela que a imagem, que você vê abaixo, contém um tesouro escondido na forma de uma galáxia distante que pode conter algumas das primeiras estrelas do universo.
Localizada a 9 bilhões de anos-luz de distância da Terra, ela é apelidada de “Galáxia Sparkler” (algo como “espalhafatosa”), em razão dos pequenos pontos amarelos, vermelhos e alaranjados que a rodeiam, que se assemelham a lantejoulas e paetês.
Por si só, a galáxia já é notável devido à sua estranha aparência esticada, mas os objetos compactos circundantes que inspiraram o apelido são de particular interesse científico, uma vez que poderiam ser os aglomerados globulares mais distantes já observados.
Aglomerados globulares são coleções de estrelas antigas que remontam à infância de uma galáxia, e que podem conter pistas sobre os estágios iniciais da formação galáctica, crescimento e evolução.
Olhando para os 12 objetos compactos ao redor da Galáxia Sparkler, a equipe de autores do estudo, cientistas do projeto CAnadian NIRISS Unbiased Cluster Survey (CANUCS), descobriu que cinco deles são de fato aglomerados globulares – ou clusters.
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