
Na quinta-feira (29), a sonda Juno, da NASA, voou a 300 km da superfície de Europa, uma das quatro maiores luas de Júpiter (que tem, ao todo, 79 satélites naturais). Esse foi o olhar mais próximo da humanidade para o astro congelado em mais de 20 anos.
Lançada em 2011 para estudar Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, a sonda Juno completou sua missão principal com sucesso dez anos depois, e agora está sendo usada pelos cientistas para investigar suas luas.
“Esta primeira imagem é apenas um vislumbre da notável nova ciência que vem de toda a suíte de instrumentos e sensores da Juno que adquiriu dados enquanto deslizávamos sobre a crosta gelada da lua Europa”, disse Scott Bolton, principal investigador da Juno, ao site Business Insider.
Por volta das 6h30 da manhã (pelo horário de Brasília), a espaçonave fez sua aproximação máxima de Europa, ziguezagueando por 352 km acima da superfície da lua galileana (assim designada por ter sido vista pela primeira vez por Galileu Galilei, no início do século 17).
Juno estava na sombra do corpo celeste, mas a luz solar refletindo de Júpiter forneceu iluminação suficiente para a câmera da sonda capturar imagens.
Acima, o registro à esquerda, feito pela sonda Galileu, em 1997, é uma imagem de cores naturais aproximada de Europa e mostra a impressionante diversidade de sua geologia superficial. À direita, está uma imagem bruta da sonda Juno captada durante esse sobrevoo recente mais próximo. Ambas mostram longas rachaduras lineares e cumes atravessando a superfície da lua.
Entre para comentar.