
Eventualmente, temos notícias sobre o surgimento de fenômenos luminosos rasgando os céus pelo mundo. Esses eventos são chamados muitas vezes de meteoros, outras vezes de asteroides ou de cometas. No entanto, esses nomes designam coisas diferentes.
Para entender exatamente o que são esses objetos, é preciso voltar um pouco na história até o momento em que todos pertenciam à mesma coisa: o pó. Sim, no princípio do Sistema Solar, tudo que existia era uma enorme nuvem de gases e poeira cósmica em forma de disco, girando em torno de um centro de gravidade comum.
O hidrogênio e o hélio eram, e ainda são, os elementos mais abundantes do universo e, devido à ação da gravidade, eles começaram a se concentrar no centro dessa nuvem, formando uma enorme esfera de gases.
Em algum momento, há cerca de 4,6 bilhões de anos, uma explosão de supernova ocorreu em nossa vizinhança, e o calor liberado por esse evento forneceu a energia que faltava para que aquela imensa esfera de gás iniciasse o processo de fusão nuclear em seu interior, dando origem ao nosso Sol.
Em torno do astro, as partículas de poeira cósmica derreteram com o calor e começaram a se aglutinar em pequenas gotículas de metal e rocha derretidos. Os ventos solares varreram os materiais mais voláteis, como gases e água, para as regiões mais distantes do Sistema Solar. Tanto esses gases quanto as gotículas de material derretido começaram a se solidificar à medida que a temperatura caía, continuando a se chocar e se fundir.
Após alguns milhões de anos, esse processo já havia formado todos os planetas do nosso sistema: os rochosos, mais próximos do Sol (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), e, um pouco mais afastados, os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno).
Entre para comentar.