
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente afirmou nesta sexta-feira (30) que as rupturas no sistema de gasoduto Nord Stream, sob o Mar Báltico, causaram o que é, provavelmente, a maior liberação de metano já registrada.
O metano é um gás de efeito estufa altamente prejudicial ao clima que é muito mais potente que o dióxido de carbono, apesar de ter uma vida mais curta. Os vazamentos nos gasodutos Nord Stream 1 e 2, que levam gás natural da Rússia aos países da União Europeia através do Mar Báltico, causaram uma enorme nuvem de metano altamente concentrado.
A nuvem de metano foi detectada nesta semana, por meio de uma análise de imagens de satélite por pesquisadores associados ao Observatório Internacional de Emissões de Metano (IMEO) do Pnuma, afirmou a Organização das Nações Unidas (ONU).
“Isso é muito ruim, provavelmente o maior evento de emissão já detectado”, disse Manfredi Caltagirone, chefe interino do IMEO para o Pnuma, à agência de notícias Reuters. “Isso não é útil em um momento em que absolutamente precisamos reduzir as emissões”, disse ele.
Pesquisadores da GHGSat, que utilizam satélites para monitorar emissões de metano, ainda não conseguiram mensurar totalmente a quantidade de metano vazando do tanque do sistema de dutos da Gazprom.
Mas, eles estimaram que a taxa de vazamento de um dos quatro pontos de ruptura era de 22.920 quilogramas por hora. Isto seria o equivalente à queima de em torno de 630.000 libras (ou 285 kg) de carvão a cada hora.
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