
A agência ambiental da Califórnia optou por proibir de vez a venda de carros a combustão a partir de 2035. A decisão ganhou as manchetes em agosto e, apesar de ter sido vista por muitos como pioneira e positiva, gerou preocupação por parte da indústria automobilística.
Para John Bozzella, presidente da Alliance for Automotive Innovation, uma entidade que representa grandes montadoras que atuam nos EUA, a mudança será no mínimo desafiadora.
Na ocasião, o executivo citou alguns fatores que serão decisivos para entender se o projeto é “realista e alcançável”, entre eles estão: a inflação, a infraestrutura de recarga, mão de obra, disponibilidade e preços de minerais e a escassez de chips, que segue afetando a indústria automotiva.
Akio Toyoda, o CEO da Toyota — a montadora mais vendida do estado americano —, também declarou recentemente que não tem certeza se as exigências serão cumpridas até lá. “Realisticamente falando, parece bastante difícil”, comentou o executivo em uma mesa redonda com a imprensa.
“Assim como os carros totalmente autônomos, os veículos elétricos vão levar mais tempo para se tornarem populares do que a mídia gostaria”, acrescentou.
Sem contar com outro obstáculo, o preço. No Brasil, por exemplo, como mencionamos aqui, o carro elétrico novo “mais barato” é o CAOA Chery iCar, que sai por R$ 150 mil. Um valor ainda muito acima de outros automóveis compactos a combustão.
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