
Nos últimos tempos, o Sol tem sido extremamente ativo, especialmente este ano, à medida que atinge o pico do chamado ciclo solar. Apenas na última semana, foram detectadas três erupções solares, 18 ejeções de massa coronal e uma tempestade geomagnética.
No entanto, nem sempre é esse tumulto todo. Há momentos em que as manchas solares na superfície desaparecem completamente, e nossa estrela parece estar “adormecida”.
Pesquisadores do Centro de Excelência em Ciências Espaciais da Índia, no Instituto Indiano de Educação e Pesquisa Científica (IISER), descobriram o que acontece quando a atividade solar é totalmente ausente e como o astro recupera sua energia para explodir em vida e arrebentar erupções que podem ser perigosas a todo o Sistema Solar.
Um artigo científico publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society descreve as descobertas feitas pelos cientistas. O estudo diz que, mesmo quando o Sol está dormindo profundamente, há agitações nas regiões polares e em seu interior. Isso quer dizer que o mecanismo dinâmico interno do Sol que sustenta o ciclo solar ainda trabalha duro durante esses períodos tranquilos.
Já houve episódios no passado em que a atividade no Sol esteve em um nível tão baixo que não havia uma só mancha solar. Tais períodos representam o chamado “grande mínimo”, fases caracterizadas por reduções significativas na radiação solar e na produção de partículas.
Os astrônomos descobriram que durante os anos de 1645 e 1715 houve diminuição do número e até ausência de manchas solares observadas na superfície da estrela. Este não teria sido um fato isolado. Episódios semelhantes foram registrados ao longo dos 4,6 bilhões de anos da vida do Sol, segundo a pesquisa.
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