
Uma série de fortes erupções solares irrompeu do Sol entre sábado (1) e domingo (2), e o material ejetado deve causar uma tempestade solar de grau G2 (de potência moderada) nesta terça-feira (4).
De acordo com o Centro de Previsão do Tempo Espacial (SWPC) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), um dos sinalizadores foi tão forte que pode ter causado um apagão de comunicação por rádio de alta frequência sobre uma ampla área por cerca de uma hora na tarde de domingo.
Segundo o SWPC, as três erupções ocorreram por volta das 16h15 e 22h25 do sábado e das 16h25 do domingo. Nessa ordem, esses sinalizadores aumentaram em força de classe M para classe X, o tipo mais forte. Todos os horários mencionados têm como referência o fuso de Brasília.
Erupções solares são flashes brilhantes de radiação que explodem da atmosfera solar sempre que as linhas de campo magnético torcido do Sol mudam repentinamente. Esse rearranjo magnético libera enormes quantidades de energia ao arrebentar a coroa.
Quando direcionadas para a Terra, as erupções solares podem causar interrupção nas redes de comunicação de rádio de alta frequência no planeta, porque essas ondas de rádio devem saltar de uma região da atmosfera terrestre conhecida como ionosfera, a fim de viajar para o seu destino. Como a radiação da tempestade solar ioniza a ionosfera, isso faz com que essas ondas sejam degradadas ou completamente absorvidas.
“Esses tipos de distúrbios afetam as comunidades de sistemas de satélite de aviação e navegação global no dominante civil”, disse George Ho, físico espacial do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins, da NASA, em entrevista ao site Newsweek. “Além disso, os militares também dependem fortemente da comunicação de alta frequência. É relatado que a perturbação do tempo espacial pode ter causado apagão de comunicação durante a Operação Anaconda, por exemplo”.
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