Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

Por que temos fobias?

Por que temos fobias?

Fobias; muitos de nós temos alguma, por mais que não saibamos. Entre as mais comuns, estão a claustrofobia (medo de ambientes apertados), aracnofobia (medo de aranhas) e a fobia social, principalmente depois do isolamento imposto pela pandemia de Covid-19. Mas por quê experimentamos essas sensações muitas vezes paralisantes?

Antes de tudo, é importante estabelecer a diferença entre uma fobia e uma reação racional a algo potencialmente perigoso ou inesperado.

“Uma fobia é o medo de uma situação ou objeto em particular que excede as proporções da realidade objetiva e interfere na qualidade de vida de uma pessoa”, afirma Ron Rapee, professor de psicologia da Universidade Macquarie, na Austrália, em entrevista ao portal Live Science. “A maioria das fobias mostra essencialmente as mesmas características, diferindo apenas no foco do medo.”

“Traços comuns incluem o ato de evitar a situação ou objeto temido; pensamentos negativos ou aflitos; e sintomas físicos quando diante da fonte do medo, como aumento da frequência cardíaca, dilatação das pupilas e respiração acelerada”, acrescenta Rapee.

A maioria das pessoas será cautelosa diante de uma situação ou objeto perigoso, mas, às vezes, esses medos realistas podem gerar o que muitos considerariam uma resposta excessiva ou irracional.

Uma aversão à água é um exemplo do que Rapee consideraria uma precaução racional que se tornou, por algum motivo, uma fobia. É possível que muitos desses pavores exacerbados, como a acrofobia (medo de altura), tenham surgido por pressões evolutivas.

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