
Em setembro, 510 terremotos castigaram uma única região do Parque Nacional de Yellowstone, localizado em uma área que abrange os estados norte-americanos de Wyoming, Montana e Idaho — um número que representa quase o dobro da média.
De acordo com o Serviço Geológico dos EUA (USGS), os tremores ocorreram perto do Lago Grizzly, na região noroeste do parque, entre as áreas de Norris e Mamute, como parte de um “enxame” de terremotos que começou em julho. Desde então, houve cerca de 800 abalos sísmicos ao todo.
Todos os episódios registrados em setembro foram pequenos. Em todo o parque, o maior foi um terremoto de magnitude 3.9. Um abalo de tal magnitude pode ser sentido, mas raramente causa mais do que pequenos danos a estruturas ou objetos.
Segundo o site Newsweek, o Parque Nacional de Yellowstone é uma das áreas mais sismicamente ativas dos EUA, conhecida não somente pelas centenas de pequenos terremotos que lá ocorrem todos os anos, mas também por seus muitos gêiseres geotérmicos e fontes termais. Lá também é o lar do supervulcão Yellowstone.
Tudo isso se deve ao fato de que o parque fica no topo de uma extensa rede de falhas tectônicas — fraturas entre dois blocos de rocha que permitem que eles se movam entre si. Esse movimento pode liberar enormes quantidades de energia, que é o que causa os terremotos.
Assim, Yellowstone tende a experimentar terremotos sequenciais devido ao movimento de fluidos vulcânicos ao longo das fraturas em rochas subterrâneas.
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