Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 28 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

Por que os carros autônomos ainda não vingaram

Por que os carros autônomos ainda não vingaram

O carro que dirige sozinho (ou autônomo) costuma ser comparado com conceitos futuristas e inspirados nos filmes de ficção. Nos últimos anos, apesar de a corrida para oferecer uma solução viável na área de direção autônoma ter ficado mais movimentada, a novidade ainda está longe de se tornar popular.

Decisões recentes de nomes importantes do meio automotivo, indicam que a tecnologia pode demorar mais que o esperado, mesmo que ainda conte com o apoio da Tesla.

Esta semana, um golpe duro para o segmento foi anunciado pela Ford. A montadora confirmou o fim da Argo AI nesta quarta-feira (26), uma empresa criada em parceria com a Volkswagen voltada para o desenvolvimento de solução de condução autônoma de nível 4 (de 5). 

Neste patamar, os carros podem dirigir quase sozinhos, ainda que dependam da interferência de um condutor físico ou remoto para evitar acidentes em certas situações (como clima adverso, por exemplo).

A empresa deixou claro que deixará de focar nesse tipo de tecnologia mais avançada para se concentrar no BlueCruise, seu sistema de assistência ao motorista.

A notícia do fim da Argo chega semanas após a empresa lançar um novo serviço de táxi autônomo no Texas que usava o Ford Escape híbrido na sua frota. No mês passado, a Argo também lançou novidades que deveriam servir de apoio para operações de entrega comercial autônoma. Um porta-voz da empresa disse ao TechCrunch que os testes vão parar por enquanto, voltando seus esforços para as ferramentas de assistência da Ford e da VW.

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