Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

Chuva de meteoros Draconídeos atinge o pico neste fim de semana

Chuva de meteoros Draconídeos atinge o pico neste fim de semana

Esta época do ano é marcada pela chuva de meteoros Draconídeos, que recebe esse nome em associação à constelação de Draco (ou Dragão), onde fica sua radiante (mais precisamente, próximo à cabeça do dragão).

Chuvas de meteoros são causadas quando a Terra viaja através de uma nuvem de detritos cometários. No caso da chuva Draconídeos, ela vem dos destroços do cometa 21P/Giacobini-Zinner. 

Considerada uma chuva de meteoros de curta duração, ela está ativa desde quinta-feira (6) e vai até segunda (10), atingindo o pico nesta sexta-feira (7) e no sábado (8). No entanto, conforme destaca o colunista do Olhar Digital Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON), esse fenômeno pode frustrar as expectativas dos observadores de plantão.

“Ela praticamente não é visível no Brasil. E, mesmo se fosse, é uma chuva muito fraca. No Hemisfério Norte, onde sua observação é mais fácil, ela dá um ou dois meteoros por hora. Aqui, vai ser muita sorte alguém conseguir registrar algum”, explica Zurita. 

“Mesmo nas regiões Norte e Nordeste, não é comum se verem meteoros da chuva Draconídeos, a não ser que, neste ano, ela apresente uma taxa mais alta do que o normal”, disse o astrônomo, ressaltando que, ainda assim, seria possível enxergar meteoros apenas nas primeiras duas horas de céu noturno. 

Zurita explica que a chuva de meteoros Draconídeos é o que os astrônomos classificam como “menor”, por ser uma chuva com uma taxa horária muito baixa. “A gente sabe que ela existe, mas a intensidade dela é tão baixa que nem vale a pena qualquer campanha de observação”.

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