
Acredita-se que as bananas foram domesticadas pela primeira vez há cerca de sete mil anos em Nova Guiné, uma ilha no sudoeste do Oceano Pacífico. No entanto, o histórico da fruta é complicado, e sua classificação é muito discutida, uma vez que as fronteiras entre espécies e subespécies são muitas vezes incertas.
Um estudo publicado nesta sexta-feira (7) na revista Frontiers in Plant Science determina que o genoma das variedades domesticadas de hoje contém traços de três ancestrais, ainda desconhecidos.
“Aqui mostramos que a maioria das bananas diploides cultivadas hoje que descendem da banana selvagem Musa acuminata são híbridos entre diferentes subespécies”, revelou Julie Sardos, cientista da Aliança Internacional da Bioversidade (CIAT) em Montpellier, na França, primeira autora do estudo. “Pelo menos três ‘ancestrais misteriosos’ extras devem ter contribuído para esse genoma misto há milhares de anos, mas ainda não foram identificados”.
As bananas domesticadas (exceto as da espécie Musa troglodytarum L, conhecidas como bananas Fe’i) descendem de um aglomerado de quatro ancestrais da banana selvagem M. acuminata, subespécies distintas, mas intimamente relacionadas.
Estudos apontam que a banana M. acuminata parece ter evoluído nas fronteiras entre a Índia e Mianmar, encontrando-se ao longo da Austrásia aproximadamente 10 mil anos antes de ser domesticada pela primeira vez.
As variedades domesticadas podem ter duas, três ou quatro cópias de cada cromossomo (o que as classifica, respectivamente, como diploides, triploides e tetraploides), e algumas são descendentes da espécie selvagem M. balbisiana.
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