Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

Alertas meteorológicos: por que a previsão do tempo costuma errar tanto?

Alertas meteorológicos: por que a previsão do tempo costuma errar tanto?

Um ciclone extratropical colocou sete estados brasileiros em alerta laranja do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na quinta (6) e na sexta-feira (7). A previsão do tempo apontava para a ocorrência de vendavais, granizo e chuva forte na região Sul do país, além de áreas do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Para alguns municípios paulistas, as estimativas eram de que as tempestades do fim de semana pudessem ultrapassar o índice esperado para outubro inteiro. No entanto, nada disso se concretizou, e o primeiro “sextou” do mês veio quente e sem uma gota de chuva para grande parte das áreas onde se esperavam fortes temporais. O mesmo se observou neste sábado (8).

Isso significa que a previsão do tempo é falha? Não. Na verdade, são muitos equipamentos e conceitos envolvidos no processo, que se apoia em dois pontos principais: a coleta de dados e a criação de modelos situacionais. 

É tudo muito matemático, oferecendo uma precisão de 90%. Ou seja: existem 10% de chance de erro.

De acordo com Luiz Augusto Toledo Machado, professor e chefe da Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais  (Inpe) e Wânderson de Oliveira Assis, coordenador do curso de Engenharia Eletrônica do Instituto Mauá de Tecnologia, consultados pelo portal Uol, a coleta de dados é feita em pontos variados espalhados ao redor do globo — e até mesmo fora do planeta. 

Em terra, as informações são obtidas nas estações atmosféricas, que contam com termômetros, barômetros, anemômetros, pluviômetros, entre outros instrumentos, para analisar dados variáveis, como temperatura, umidade relativa, pressão atmosférica, volume de chuva, direção e velocidade do vento, grau de insolação e duração de ação do Sol.

Compartilhe