Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

“Gás do riso” detectado no espaço pode indicar existência de vida em outros planetas

"Gás do riso" detectado no espaço pode indicar existência de vida em outros planetas

Você já ouviu falar do gás do riso? Também chamado de gás hilariante, o componente é utilizado em muitos países durante procedimentos dentários ou partos, por exemplo. Segundo o Instituto Nascer, projeto gerenciado por um grupo de obstetras de Belo Horizonte (MG), o uso da substância, que é chamada de óxido nitroso (N2O), é comum no Canadá, Austrália e Reino Unido. Em doses baixas, obtém-se um efeito ansiolítico, que diminui a ansiedade, e analgésico, que ameniza a dor.

Ao inalar o gás do riso, a pessoa entra em um estado de relaxamento e felicidade, uma sensação semelhante à que nos toma quando exageramos um pouco na bebida. Ainda não se sabe precisamente qual é o mecanismo de ação do gás, que foi descoberto em 1772 pelo químico inglês Joseph Priestley, segundo a revista Superinteressante.

Alguns anos depois, percebeu-se que a substância provocava uma sensação agradável ao ser inalada. Não demorou muito para que passasse a ser “cheirada” em festas. E seu efeito anestésico foi descoberto exatamente assim.

Em 1844, o dentista americano Horace Wells estava em uma confraternização, quando reparou que um dos convidados que havia inalado o óxido nitroso se machucou, mas não aparentava sentir dor. Curioso, o dentista resolveu testar a substância e foi o primeiro paciente a ter um dente extraído após inalar o gás. 

O continente europeu luta contra seu uso recreativo há alguns anos. Na Holanda e na França, o consumo já é proibido. Alemanha e Reino Unido também já demonstraram preocupação. No mês passado, o gás entrou na lista de substâncias psicoativas proibidas em Portugal, onde sua venda vai passar a ser tratada com tráfico de entorpecentes, conforme decisão publicada no Diário da República.

Aqui no Brasil, o óxido nitroso é permitido apenas para fins medicinais, tendo seu uso regulamentado pela Resolução 70/2008 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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