
Na quarta-feira (12), por volta das 16h10 (pelo horário de Brasília), a sonda Solar Orbiter fez uma nova aproximação do Sol. Imagens capturadas pela espaçonave durante 20 dias, enquanto chegava cada vez mais perto da nossa estrela, foram condensadas em um vídeo divulgado nesta quinta-feira (13) pela Agência Espacial Europeia (ESA), que lidera a missão em parceria com a NASA.
Segundo a ESA, a sequência, que começa em 20 de setembro e termina em 10 de outubro foi registrada pelo instrumento Extreme Ultraviolet Imager (EUI) usando o telescópio Full Sun Imager (FSI) e mostra o Sol em um comprimento de onda de 17 nanômetros. Tal comprimento de onda é emitido pelo gás na atmosfera do Sol com uma temperatura acima de um milhão de graus Celsius – algo, sem dúvida, impensável.
Ainda de acordo com a agência, a cor foi adicionada artificialmente, já que o comprimento de onda original detectado pelo instrumento é invisível ao olho humano.
Perto do fim da sequência, existe um corte abrupto entre os frames. Isto acontece nos dias em que o EUI não estava retornando dados para a Terra. A barra colorida no topo do vídeo mostra a impressionante quantidade de dados coletados ao longo do período, considerando essas breves lacunas.
A depender de onde a sonda Solar Orbiter estiver ao longo de sua órbita, pode levar dias ou semanas para que os dados que ela coleta sejam transmitidos à Terra. Os dados da passagem atual do periélio (como é chamado o ponto mais próximo do Sol em relação a um objeto) serão disponibilizados dentro de algumas semanas, segundo a ESA.
Lançada em fevereiro de 2020, a Solar Orbiter é um satélite de observação solar composto por dez instrumentos científicos, totalizando 209 kg de massa.
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