Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

Robôs vão monitorar vazamento de metano em gasoduto russo

Robôs vão monitorar vazamento de metano em gasoduto russo

Após o vazamento dos gasodutos Nord Stream, no mar Báltico, responsáveis por transportar gás metano da Rússia para a Alemanha, os pesquisadores da Universidade de Gotemburgo decidiram enviar três robôs subaquáticos para fins de monitoramento.

Agora, os dispositivos devem acompanhar como a química e a vida no mar vão se alterar ao longo do tempo devido à liberação massiva de gás metano. Para isso, eles vão se mover ao redor do mar e gravar dados sobre a qualidade da água nas próximas 15 semanas.

Esses robôs foram fornecidos pela Fundação Voz do Oceano (VOTO), organização responsável por monitorar os oceanos constantemente. Desde março de 2021, essa fundação conta com dois planadores na área que funcionam como um observatório. Todos os dados medidos serão enviados via satélite para as equipes de plantão.

Como já existiam muitos dados sobre essa área que foram coletados anteriormente, os pesquisadores contam com uma base comparativa para medir qualquer mudança no ecossistema que seja decorrente da emissão do metano.

De acordo com o oceanógrafo Bastien Queste, da Universidade de Gotemburgo, “a questão é que temos medidas da água por um longo período de tempo e sobre uma área maior. Podemos ver quanto tempo leva para o metano desaparecer e como o ambiente aquático reage ao longo do tempo. A resposta no mar é muitas vezes adiada. Pode levar dias ou semanas até vermos uma mudança”.

Além da concentração de metano, dados sobre salinidade, temperatura, conteúdo de oxigênio e a quantidade de clorofila, também são medidos e podem contribuir para indicar diversos panoramas a respeito do impacto ambiental causado pelo vazamento.

Compartilhe