
Depois de atravessar uma passagem estreita e forrada de areia, o rover Curiosity, da NASA, chegou recentemente à chamada “unidade de rolamento de sulfato”, uma região do Monte Sharp, em Marte, repleta de minerais salgados e que é procurada há muito tempo.
De acordo com um comunicado da agência, os cientistas supõem que bilhões de anos atrás, esses minerais foram deixados por córregos e lagoas à medida que a água secava. Se tal hipótese estiver correta, eles podem oferecer pistas de como e por que o Planeta Vermelho deixou de ter um clima mais parecido com o da Terra para se tornar o deserto congelado que é hoje.
A equipe responsável pelo Curiosity já sabia que os minerais existiam nesse determinado local porque a região foi avistada de cima pelo Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), um satélite da NASA que investiga nosso vizinho desde 2005. Do alto, a espaçonave detectou o material anos antes da chegada do rover ao planeta, motivo pelo qual os cientistas estavam ansiosos para que ele pudesse ver tudo de perto.
E isso não foi nada fácil. Para se ter uma ideia, a missão Curiosity completou, recentemente, 10 anos em Marte, e só agora o explorador robótico conseguiu, finalmente, alcançar esse cobiçado destino.
Ao chegar, o rover descobriu uma variedade diversificada de tipos de rochas e sinais de antiga presença de água, entre eles, nódulos texturizados “empipocados” e minerais como sulfato de magnésio (sal de Epsom), sulfato de cálcio (incluindo gesso) e cloreto de sódio (sal de mesa comum).
Uma pedra chamada “Canaima” foi selecionada para ser a 36ª amostra de perfuração da missão – e a escolha não foi tarefa fácil. Segundo o comunicado da NASA, além de critérios científicos, a equipe teve que considerar o hardware do Curiosity.
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