
Cada animal tem seu próprio jeito de saciar a fome. E, isso, desde muito pequenininhos, quando são meras larvas (um dos primeiros estágios da vida de alguns bichos, como insetos, anfíbios e cnidários).
Em ataques rápidos demais para serem vistos a olho nu, larvas aquáticas predatórias, por exemplo, que medem menos de 2 cm de comprimento, lançam suas cabeças em direção às suas vítimas como se fossem minúsculos arpões.
Décadas de investigação levaram a um estudo, publicado este mês na revista Annals of the Entomological Society of America, que obteve imagens de duas espécies de mosquitos na fase larval executando essa dinâmica: Toxorhynchites amboinensis e Psorophora ciliata, além de uma performance distinta praticada pela espécie Sabethes cyaneus.
“Eles estavam usando seus sifões para capturar as presas e puxá-las para suas partes bucais”, disse o principal investigador da pesquisa, Robert Hancock, professor do Departamento de Biologia da Universidade Metropolitana do Estado de Denver, nos EUA. “Esse é um tipo de momento incrível!”.
Hancock observou pela primeira vez essa proeza de caça cerca de 30 anos atrás, durante uma aula de entomologia médica na pós-graduação, sob orientação de Woody Foster, atualmente professor emérito no Departamento de Evolução, Ecologia e Biologia Organismo na Universidade Estadual de Ohio, que é coautor do novo estudo.
As gravações dos experimentos com T. amboinensis e P. ciliata começaram naquela época, na década de 1990, usando o sistema óptico mais rápido disponível: uma câmera de filme de 16 milímetros que havia sido projetada para os militares norte-americanos rastrearem mísseis.
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