Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

James Webb descobre um denso “nó” galáctico do início dos tempos

James Webb descobre um denso “nó” galáctico do início dos tempos

Há três meses, foram divulgadas as primeiras imagens científicas do Telescópio Espacial James Webb (JWST). De lá para cá, o mais moderno observatório em órbita da NASA já nos apresentou uma série de novos registros, trazendo o passado do nosso universo para o presente e fornecendo aos astrofísicos um vislumbre do futuro.

Entre os mais recentes avistamentos, está um aglomerado galáctico massivo em pleno processo de formação ao redor de um quasar extremamente vermelho.

Um quasar (abreviação de quasi-stellar radio source, que significa “fonte de rádio quase estelar”), um tipo especial de núcleo galáctico ativo (AGN), é uma região compacta com um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia. O gás sugado pelo buraco negro faz com que o quasar brilhe forte o bastante a ponto de ofuscar todas as estrelas.

Denominado SDSS J165202,64+172852,3, o quasar flagrado pelo JWST existia há 11,5 bilhões de anos. Ele é naturalmente avermelhado, mas sua enorme distância intensificou ainda mais a cor. E a incomparável sensibilidade do telescópio em comprimentos de onda infravermelhos é perfeitamente adequada para examiná-lo em detalhes.

Segundo um comunicado da NASA, esse quasar é um dos núcleos galácticos mais poderosos conhecidos que foi visto a uma distância tão extrema. Os astrônomos especulam que a emissão extrema do quasar poderia causar um “vento galáctico”, empurrando gás livre para fora de sua galáxia hospedeira e possivelmente influenciando muito a futura formação estelar.

Para investigar o movimento do gás, poeira e material estelar na galáxia, a equipe usou o Espectrógrafo Infravermelho Próximo (NIRSpec) do telescópio, instrumento que usa uma técnica chamada espectroscopia para examinar o movimento de várias saídas e ventos ao redor do quasar. O NIRSpec pode reunir espectros simultâneos em todo o campo de visão do observatório, em vez de apenas um ponto por vez, permitindo que Webb analise o quasar, sua galáxia e os arredores mais amplos ao mesmo tempo.

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