Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de novembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Confirmado: Lua teve atividade vulcânica mais recente do que se imaginava

Confirmado: Lua teve atividade vulcânica mais recente do que se imaginava

Em outubro de 2021, pesquisadores da Academia Chinesa de Ciência (CAS) concederam uma entrevista coletiva à imprensa local para falar sobre as rochas lunares coletadas pela missão Chang’e-5, as primeiras amostras trazidas à Terra em décadas. De acordo com os cientistas, elas indicam que a Lua estava vulcanicamente ativa mais recentemente do que se pensava.

Agora, pouco mais de um ano depois, o estudo conduzido pela equipe, que detalha as análises feitas no material, foi publicado na revista Science Advances. Entre as descobertas está a confirmação daquilo que eles já desconfiavam: diferentemente do que sugeriam as amostras trazidas pelo programa Apollo, que teriam sido formadas há cerca de 3 bilhões de anos, o material trazido pela missão chinesa indicava uma atividade vulcânica na Lua de 2 bilhões de anos atrás.

Os autores acreditam que sua pesquisa poderia fornecer uma visão valiosa de como o recente vulcanismo teria moldado a superfície lunar.

A pesquisa foi conduzida por uma equipe do Instituto de Geologia e Geofísica da Academia Chinesa de Ciências (IGGCAS), liderada por Su Bin, Yuan Jiangyan e Chen Yi – membros do Laboratório de Evolução Litosférica e Física Planetária e da Terra do IGGCAS.

Eles foram acompanhados por pesquisadores do Instituto de Ciência Lunar e Planetária (LPSI) da Universidade de Nanjing e do Centro de Excelência em Planetologia Comparada da CAS. 

Anteriormente, os cientistas especulavam que o vulcanismo em estágio final poderia ter sido impulsionado pelo alto teor de água ou pela decomposição de elementos radioativos no manto lunar. No entanto, as muitas análises realizadas nas amostras obtidas pelo rover Chang’e-5 descartaram esse consenso.

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