Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de novembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Hubble registra imagem fascinante de trigêmeos galácticos

Hubble registra imagem fascinante de trigêmeos galácticos

Cada nova imagem do universo captada por equipamentos ultramodernos como o Telescópio Espacial James Webb (JWST) traz grandes revelações sobre a história, a dinâmica e os mistérios cósmicos. Mas o “velhinho” Hubble, em operação há mais de 32 anos, também continua nos presenteando com registros incríveis, mostrando que ainda tem muita informação para oferecer.

Uma prova disso está na mais recente captura feita por essa preciosidade da NASA: o sistema Arp 248, um arranjo de galáxias trigêmeas a 200 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem, em plena atividade interativa que é visual e cientificamente fascinante.

A imagem mostra duas das galáxias de Arp 248 margeando a galáxia menor, com as três formando o que é conhecido como Wild’s Triplet (Trio Selvagem, em tradução direta).

Elas são conectadas por um fluxo de estrelas, gás e poeira, criado à medida que as galáxias puxam gravitacionalmente umas as outras. Os astrônomos chamam os córregos de “caudas de maré”. Quando galáxias empoeiradas e ricas em gás se fundem, o processo frequentemente forma essas caudas, que são feitas de material dos discos espirais externos das galáxias mescladas e hospedam berçários ativos de estrelas, indicadas em azul.

Ao investigar mais profundamente fusões como essa, os cientistas descobriram uma nova classe de corpos celestes que eles chamam de “objetos intergalácticos formadores de estrelas” (ISFOs), que podem se originar em consequência das interações de gás e poeira das caudas de marés. 

Esses objetos podem variar em massa desde aglomerados de estrelas supermassivas até as chamadas “galáxias anãs de maré” (TDGs), que correspondem, segundo um estudo de 2012, à origem de cerca de 6% das galáxias anãs.

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