
Os veículos elétricos se tornaram protagonistas no discurso sobre a redução de emissão de gases do efeito estufa no mundo. Porém, existe um lado obscuro no desenvolvimento dessa tecnologia que só está sendo popularizado mais recentemente. Trata-se de um efeito colateral na produção desses veículos.
Um dos exemplos mais fortes que temos atualmente é o Parque Industrial Morowali da Indonésia (mais conhecido pela sua sigla em inglês IMIP), avaliado em US$ 15 bilhões. Esse complexo industrial tem uma área de 3 mil hectares com siderúrgicas, usinas de carvão, processadores de manganês, além de uma infraestrutura com aeroporto e porto marítimo próprios.
Embora outras atividades aconteçam neste complexo industrial, vale destacar que ali é o epicentro mundial na produção de níquel – um metal crucial para a produção de baterias usadas em veículos elétricos. Estima-se que a Indonésia seja responsável por quase metade da produção de níquel no mundo.
Três acontecimentos transformaram a Indonésia em polo para a produção de veículos elétricos. O primeiro, mais óbvio, é a crescente demanda por esse tipo de veículos no mundo inteiro.
Outro motivo são as interrupções de fornecimento de suprimentos necessárias para a indústria automotiva causadas pela guerra entre a Rússia e Ucrânia.
Por fim, a Indonésia abriga os maiores depósitos de níquel do mundo. Até há cerca de uma década, o minério era embarcado sem processamento. Porém, em uma tentativa de atrair investimentos, o governo proibiu sua exportação.
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