
Um novo tipo de análogo de buraco negro desenvolvido em laboratório por uma equipe de pesquisadores de Amsterdã, na Holanda, traz novos insights sobre uma radiação indescritível teoricamente emitida pelos correspondentes reais.
Usando uma cadeia de átomos em arquivo único para simular o horizonte de eventos de um buraco negro, eles observaram o equivalente ao fenômeno conhecido como radiação Hawking – partículas nascidas de distúrbios nas flutuações quânticas causadas pela quebra do buraco negro no espaço-tempo.
Segundo os cientistas, isso poderia ajudar a resolver a tensão entre duas estruturas atualmente inconciliáveis para descrever o universo: a teoria geral da relatividade, que descreve o comportamento da gravidade como um campo contínuo conhecido como espaço-tempo; e mecânica quântica, que descreve o comportamento de partículas discretas usando a matemática da probabilidade.
Para uma teoria unificada da gravidade quântica que possa ser aplicada de forma universal, essas duas teorias incompatíveis precisam encontrar um ponto de concordância.
Conforme destaca a pesquisa, publicada este mês na revista Physical Review Research, é aqui que os buracos negros entram em cena. Essas regiões altamente massivas são tão densas que, a certa distância, nenhum objeto no universo tem velocidade suficiente para escapar de seu apetite voraz. Nem mesmo a velocidade da luz é forte o bastante.
Essa distância, que varia dependendo da massa do buraco negro, é o que se chama de horizonte de eventos. Uma vez que um objeto cruza seu limite, só nos resta imaginar o que acontece, já que nada retorna com informações sobre seu destino.
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