
Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro deste ano, os países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) têm se dedicado a proteger não apenas o território ucraniano mas toda a região ao redor. É o caso da Alemanha, que revelou, nesta segunda-feira (21), que vai enviar seus próprios mísseis Patriot à Polônia.
No início deste mês, uma explosão matou duas pessoas no país, que tem uma faixa de 526 km de fronteira com a Ucrânia. Embora a situação tenha sido tratada como um “acidente não intencional”, provocado por um míssil perdido da própria Ucrânia, ainda assim o governo alemão decidiu ceder o sistema de defesa antiaérea. Esse foi o primeiro incidente em que armas usadas no conflito atingiram um terceiro país.
“A Polônia é nossa amiga, aliada e, como vizinha da Ucrânia, particularmente exposta”, disse a ministra alemã da Defesa, Christine Lambrecht, ao jornal O Globo.
Concebido pelos EUA no início da década de 1960, o sistema – composto por radares, unidades de comando e controle e vários mísseis interceptadores – começou a ser implantado pelo exército americano, de fato, nos anos 80, após várias atualizações feitas pela gigante de equipamentos bélicos Raytheon. Segundo a empresa, novos desenvolvimentos técnicos continuarão sendo adicionados ao sistema até 2048.
Em sua atual configuração, o Patriot é capaz de defender um território contra mísseis balísticos táticos, mísseis de cruzeiro, drones, aeronaves e “outras ameaças” não especificadas pela Raytheon. Esses são alguns dos objetos aerotransportados usados pela Rússia para atacar a Ucrânia, e com os países da Otan se preocupam em relação a seus próprios territórios.
No entanto, os militares russos também utilizam dispositivos menores, como minidrones que se mantêm mais próximos do solo e são mais difíceis de serem rastreados e interceptados pelo sistema Patriot.
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