Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de novembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Conheça o verdadeiro rosto de Tutancâmon

Conheça o verdadeiro rosto de Tutancâmon

Neste mês de novembro, completaram-se 100 anos da descoberta da tumba de Tutancâmon, o Rei Tut, que governou o Egito entre os anos de 1332 a 1323 AEC. (Era Comum – EC – e Antes da Era Comum – AEC – são as nomenclaturas atualizadas para os termos Depois de Cristo – d.C. – e Antes de Cristo – a.C.).

Em 4 de novembro de 1922, o arqueólogo britânico Howard Carter encontrou uma misteriosa tumba na região do Vale dos Reis, onde os faraós e nobres poderosos eram enterrados no período do Império Novo (século XVI e XI AEC), no Egito. 

Nela, entre joias, obras de arte, adagas, roupas e outros pertences do também conhecido como Faraó Menino, estava, obviamente, a múmia do antigo monarca egípcio que foi coroado aos 11 anos e viveu apenas 19.

Com o avanço da tecnologia, cientistas vêm obtendo cada vez mais informações sobre Tutancâmon, sua dinastia e os hábitos do Egito Antigo a partir dos materiais descobertos na tumba. E um dos maiores feitos graças à modernidade tecnológica é a possibilidade de reconstrução corporal do faraó.

De acordo com o site Aventuras na História, a primeira vez que o corpo de Tutancâmon passou por um processo de escaneamento digital foi em janeiro de 2005, quando a múmia foi removida de seu sarcófago e reproduzida por via de 1.700 imagens resultantes de uma tomografia computadorizada.

Com esse processo, foi possível descartar uma antiga ideia de que ele teria sido assassinado com um golpe na cabeça, crença que se devia a uma lesão craniana. Os exames descobriram uma lesão na perna, que sugere que a morte foi causada por complicações infecciosas da ferida obtida durante uma sessão de caça, que o fez contrair malária. Em relação à possível lesão no crânio, descobriu-se que se tratou de uma falha durante o processo de mumificação do corpo.

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