
Uma das paisagens australianas mais marcantes agora pode ser explorada virtualmente, graças a um projeto da Universidade do Sul da Austrália (UniSA) que documenta o significado geológico e cultural das Flinders Ranges (Cordilheiras Flinders), uma formação rochosa de 600 milhões de anos.
Liderado pelo geólogo Tom Raimondo, professor da UniSA, o projeto foi desenvolvido como parte de uma iniciativa voltada para a área de STEM (sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática) chamada Projeto LIVE.
O programa está apoiando a candidatura da Austrália do Sul para o reconhecimento do local como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), prevista para ser apresentada em 2024.
“O lançamento deste tour virtual imersivo marca um passo significativo para a abertura das Cordilheiras Flinders para a comunidade internacional”, declarou Raimondo em um comunicado. “Em última análise, o status de Patrimônio Mundial da UNESCO permitirá que elas fiquem ao lado de ícones como a Grande Barreira de Corais e o Parque Nacional de Yosemite”.
Segundo o professor, as Flinders Ranges têm uma história notável, património cultural e valor científico. “É o lar de nossos primeiros ancestrais animais, a biota ediacarana, e desbloqueamos meio bilhão de anos da história da vida através do poder da realidade virtual. Agora, qualquer pessoa de todo o mundo pode ver por que essa paisagem é tão especial e única”.
Raimondo explica que o tour virtual leva os espectadores a um voo sobre cadeias montanhosas escarpadas, descobrindo como elas foram formadas. Também os transporta ao subsolo através de túneis históricos para experimentar os desafios dos primeiros mineiros de cobre. A aventura inclui, ainda, um mergulho virtual no fundo do mar Ediacarano, lar dos primeiros animais da Terra.
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