
Entre planetas, estrelas, asteroides e outros objetos celestes, há uma imensa quantidade de elementos de natureza desconhecida no cosmos, que afetam gravitacionalmente a dinâmica das galáxias e do universo em si. São substâncias que se encaixam na categoria “matéria escura”, que nem mesmo os astrônomos conseguiram ainda identificar do que se tratam.
Acredita-se que a matéria escura seja formada por objetos compactos e supermassivos, como buracos negros, ou partículas hipotéticas e quase indetectáveis conhecidas como neutrinos inertes.
Segundo o site Brasil Escola, cerca de 95% de toda a matéria que constitui o universo são feitos de algo desconhecido, que não se pode observar de forma direta. Além disso, um terço de toda essa matéria inexplorada não interage eletromagneticamente, o que significa não ser capaz de emitir ou absorver qualquer tipo de radiação.
Observações astronômicas, no entanto, sugerem que a matéria escura consegue interagir gravitacionalmente com a matéria ordinária, formada por prótons, nêutrons, elétrons e todas as demais partículas presentes no modelo-padrão.
Em 1933, ao estudar aglomerados de galáxias, o astrônomo suíço Fritz Zwiky detectou efeitos gravitacionais que não existiriam se considerássemos somente a matéria ordinária (que forma planetas, estrelas e galáxias).
Medindo a massa dos aglomerados pelo movimento das galáxias que deles faziam parte, Zwiky verificou que essa massa era muito maior do que a massa somada das galáxias e do gás quente que permeia os aglomerados, deduzindo assim a existência da matéria escura.
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