Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de dezembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Hubble captura “fogos de artifício” liberados pela morte violenta de uma estrela

Hubble captura “fogos de artifício” liberados pela morte violenta de uma estrela

Uma imagem verdadeiramente espetacular divulgada pela NASA mostra os remanescentes de uma supernova (poderosa explosão desencadeada pela morte de uma estrela massiva) capturados pelo Telescópio Espacial Hubble.

Localizados na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea, os detritos formam filamentos intrincados em laranja e azul, cuja aparência lembra fogos de artifício. 

Denominados DEM L-19 ou (LMC N49), os restos estelares estão a cerca de 160 mil anos-luz de distância da Terra, na constelação de Dorado, no hemisfério celestial sul, e representam o remanescente de supernova mais brilhante dentro da Grande Nuvem de Magalhães, de acordo com o que os cientistas do Hubble informaram em um comunicado.

Ainda segundo eles, essas tiras extremamente finas de material que a supernova deixou para trás vão acabar se tornando blocos de construção da próxima geração de estrelas naquela galáxia.

Com 75 anos-luz de largura, esta nuvem brilhante de material esconde uma estrela de nêutrons de rotação rápida criada quando o núcleo da estrela massiva em explosão entrou em colapso sob a fortíssima pressão interna de sua própria gravidade.

Embora a massa da estrela de nêutrons seja quase a mesma do Sol, ela é bem mais condensada. “É tão denso, de fato, que uma colher de chá do material dentro da estrela de nêutrons pesaria quatro bilhões de toneladas”, dizem os cientistas, revelando que o objeto estelar ultradenso está girando uma vez a cada oito segundos, e seu campo magnético é cerca de um quatrilhão de vezes mais forte do que a magnetosfera da Terra.

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