
Embora Vênus não seja o planeta mais próximo do Sol, ele é o mais quente do nosso sistema solar, com uma superfície de temperatura média de quase 500 graus Celsius, o que, inquestionavelmente, é muito calor. Nada, no entanto, comparado a Janssen, um exoplaneta localizado a apenas 40 anos-luz da Terra, cuja temperatura é quatro vezes mais alta.
Novos dados levaram cientistas a desenvolver uma teoria de como esse “planeta infernal” teria surgido.
Com uma massa cerca de oito vezes maior que a do nosso planeta, esse mundo alienígena rochoso também chamado de 55 Cancri-e (ou 55 Cnc) é considerado uma superterra, mas suas condições de superfície não poderiam ser mais diferentes das que desfrutamos por aqui.
Janssen orbita sua estrela, chamada 55 Cancri ou Copérnico, a uma distância de apenas 2,4 milhões de quilômetros, fazendo com que seu ano tenha apenas 18 horas de duração. Para efeito de comparação, Mercúrio orbita a cerca de 58 milhões de km de distância do Sol.
Essa proximidade é o que torna 55 Cancri-e tão quente – o suficiente para que sua superfície seja um oceano de lava e para que seu interior seja preenchido com nada menos do que… diamantes.
Por causa da órbita curta, os astrônomos sempre tiveram dificuldade em estudar o planeta. No entanto, usando dados do novo Espectrômetro de Precisão Extrema (EXPRES) do Telescópio Lowell Discovery, no Observatório Lowell, localizado no estado norte-americano do Arizona, eles conseguiram determinar pela primeira vez o plano orbital de Janssen, o que permitiu elaborar uma teoria de como ele se formou.
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