Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de dezembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Sol pode caminhar para evento “Terminator”

Sol pode caminhar para evento "Terminator"

Pesquisadores alertam que uma explosão solar violenta está prestes a acontecer. De acordo com os cientistas, essa situação ocorre quando os ciclos solares deixam de se sobrepor. Que o Sol passa por ciclos solares de 11 anos não é novidade dentro da ciência, também é de conhecimento geral que dentro de cada ciclo há variações na atividade da estrela. É justamente essa mudança que está sendo monitorada e foi batizada de “Terminator” pelos pesquisadores no artigo da Frontiers in Astronomy and Space Sciences.

Quando o Sol está em seu pico de atividade, ele apresenta um maior número de manchas solares, o que, por sua vez, leva a taxas mais altas de erupções solares e ejeções de massa coronal (CME). Entretanto, o que uma nova pesquisa aponta é que em outubro deste ano foi descoberto que o Sol tem dois ciclos solares que se sobrepõem no ponto em que um desaparece e o outro assume o controle.

Ao final dessa sobreposição, o Sol passa por uma explosão de atividade e de manchas solares. Esse evento ficou conhecido entres os pesquisadores como evento “Terminator” Embora a sobreposição seja uma ocorrência conhecida, a ideia de um fenômeno poderoso como esse, capaz de causar um “extermínio”, ainda não é apoiada por todos os cientistas.

As manchas solares mantêm um nível mais alto de energia, por isso elas aparecem quando o Sol aumenta sua atividade. Porém, essa energia armazenada é eventualmente liberada, o que resulta em erupções solares, que são ejeções de radiação eletromagnética – principalmente raios-X -, e CMEs, responsável por expelir milhões de toneladas de plasma solar diretamente para o Espaço.

Caso essas explosões sejam direcionadas para a Terra, elas podem impactar o campo magnético terrestre e interferir em diversos setores de acordo com sua magnitude. As erupções solares são classificadas conforme seu nível de potência e variam entre classe A, classe B e classe C a classe M e classe X. As explosões da classe X são 10 vezes mais fortes do que uma classe M e 100 vezes mais fortes do que uma classe C.

Quando explosões de níveis mais altos acontecem, é possível observar seus impactos nas comunicações eletromagnéticas e na atividade dos satélites em toda a Terra. Explosões de classe X podem causar apagões de rádio em todo o planeta e tempestades de radiação de longa duração.

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