
Quem já precisou pesquisar um travesseiro para comprar, muito provavelmente já viu as opções que estampam o nome Nasa em sua embalagem. Mas será que a agência espacial norte-americana tem mesmo algo a ver com o acessório que apoia as nossas cabeças na hora de dormir? Dá para dizer que existe um travesseiro da Nasa?
Bem, caso você imagine uma linha de produção de travesseiros funcionando pra reforçar o orçamento da Nasa para a construção de foguetes e afins, a realidade é bem menos interessante. Mas, sim, há uma relação que vai além das embalagens estampadas com o rosto do ex-astronauta Marcos Pontes, garoto-propaganda da que, provavelmente, é a principal fabricante de travesseiros desse tipo no Brasil.
Embora esses travesseiros não sejam utilizados no espaço, nem sejam, muito menos, fabricados pela Nasa, a agência espacial é responsável pela sua criação. Na verdade, foram dois engenheiros trabalhando a serviço da Nasa, Charles Yost e Charles Kubokawa.
A dupla trabalhava não na criação de um travesseiro para ser utilizado nas espaçonaves, mas estavam em busca de um novo tipo de espuma para ser utilizados nos assentos. A ideia era desenvolver um material capaz de suavizar eventuais o impacto no caso de eventuais colisões e prevenir lesões.
Essa espuma, chamada viscoelástico, era feita de poliuretano e tinha como diferencial uma grande capacidade de absorção de energia em relação a outros materiais utilizados até então.
Dez anos após sua invenção, a patente do material caiu em domínio público. Logo, fabricantes viram no viscoelástico uma potencial aplicação para travesseiros. Daí veio a associação com a agência espacial e a inevitável alcunha de espuma da Nasa.
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