Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de dezembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Cidade espacial construída em asteroide é projetada

Cidade espacial construída em asteroide é projetada

Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, criaram um desafio: projetar um habitat espacial do tamanho de uma cidade, passível de que as pessoas vivam nele permanentemente, construído com materiais encontrados no próprio Espaço. Diante do ousado desafio, os cientistas concluíram que os asteroides poderiam servir como grandes pilhas de materiais e abrigar essas moradias.

“Asteroides poderiam fornecer um caminho mais rápido, mais barato e mais eficaz para as cidades espaciais”

Para tentar criar alguma gravidade que seja aceitável para a saúde humana, seria preciso esvaziar um asteroide de tamanho decente, e girá-lo como uma estação de anéis, usando força centrífuga. Ou seja, uma cidade em um asteroide só sairia do papel caso o objeto ficasse girando.

Esse sistema só funcionaria caso o asteroide fosse composto de rocha sólida com alta resistência à tração em todas as partes. Entretanto, a realidade é outra, pois a maioria dos asteroides no Sistema Solar não é composta de rocha sólida. Durante a busca por um objeto para chamar de lar, a equipe descobriu que grande parte dos asteroides são pilhas mais ou menos gigantes de escombros que são unidas fracamente por sua própria gravidade mútua.

Diante de tantas variáveis difíceis de contornar, os astrônomos decidiram que talvez enfiar esses escombros dentro de um saco gigantesco em forma de cilindro, um pouco maior que o próprio asteroide, e feito de malha de nanofibra de carbono flexível, ultraleve e ultra-forte. Essa alternativa, de acordo com o principal autor e candidato a Ph.D Peter Miklavčič, “seria extremamente leve em relação à massa dos escombros do asteroide e do habitat, mas forte o suficiente para manter tudo junto”.

Para saber se a ideia funcionaria, a equipe decidiu modelar o processo em torno de um pequeno asteroide, como o Bennu, com um raio de 300 metros. O saco de nanofibra utilizado seria projetado para se expandir para um raio de cerca de 3 quilômetros com juntas de expansão absorvedoras de energia embutidas em sua estrutura.

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