
Por décadas, ao longo dos séculos, engenheiros, historiadores e observadores prenderam a respiração coletivamente com o destino da icônica Torre de Pisa, localizada na Itália, que resistiu a quatro terremotos e balançou para frente e para trás, mas de alguma forma ainda permanece com a inclinação de mesmo nome.
Não é sem alguma intervenção inteligente que a torre evitou seu fim. Na verdade, antes mesmo de terminar, os engenheiros lutaram para devolver a estrutura à posição vertical.
Agora podemos nos tranquilizar graças ao último levantamento do campanário, que constatou que seu “estado de saúde” é muito melhor do que o previsto. A torre subiu cerca de 4 centímetros nos 21 anos desde que as últimas obras de estabilização foram feitas.
A pesquisa foi realizada por equipe de engenheiros geotécnicos e financiada pela Opera Primaziale Pisana (O₽A, ou Ópera Primacial de Pisa, em português), organização sem fins lucrativos criada para supervisionar as obras de preservação do local histórico.
“Considerando que é um ‘paciente’ de 850 anos com inclinação de cerca de cinco metros e um afundamento de mais de três metros, o ‘estado de saúde’ da Torre Inclinada de Pisa é excelente”, disse um porta-voz da O₽A à Agência Nacional de Imprensa da Itália (ANSA) no início deste mês.
A construção da Torre de Pisa começou em 1174 e, em poucos anos – após a construção de seus primeiros níveis – notou-se que algo estava errado. Suas fundações rasas foram construídas sobre base instável de lama, areia e argila que era mais macia no lado sul.
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