
Depois do vazamento encontrado na espaçonave Soyuz, acoplada à Estação Espacial Internacional (ISS), as autoridades russas anunciaram que a “decisão final” sobre se o retorno da cápsula à Terra será com ou sem tripulação será revelada apenas em janeiro de 2023.
A Roscosmos, agência espacial federal russa, disse que aguarda os resultados da investigação da Soyuz feita por um grupo de trabalho na ISS.
Segundo a TASS, agência de mídia estatal russa, a Roscosmos divulgará “possíveis mudanças no programa de voo da estação em janeiro de 2023 com base nas descobertas dos grupos de trabalho”. Exames preliminares mostraram que a Soyuz tinha um buraco no exterior do radiador, o que pode impossibilitar a missão de retorno de dois cosmonautas e um astronauta norte-americano.
Segundo a agência, o vazamento provavelmente foi causado por “um micrometeoroide ou detritos espaciais”. A NASA e outras agências espaciais alegaram que o buraco na espaçonave tem cerca de 0,8 mm de tamanho, portanto, o objeto que causou esse dano não poderia ser rastreável com a tecnologia atual.
A estação espacial está sujeita a várias situações que podem se tornar complicadas devido aos detritos espaciais. Dentre os perigos que ameaçam a ISS, está o um estágio do foguete russo Fregat que forçou um movimento da estação espacial e atrasou por um dia uma caminhada da NASA.
Embora a tripulação da ISS não esteja em perigo imediato com o vazamento, três deles dependem da espaçonave para voltar para casa em caso de outra emergência no complexo. A viagem de retorno da Soyuz com a tripulação estava prevista para março de 2023. De acordo com a Roscomos, uma Soyuz de resgate poderia estar pronta em fevereiro, cerca de duas ou três semanas antes, se necessário.
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