
Uma pesquisa publicada no periódico científico The Innovation utilizou macacos para encontrar uma solução para problemas logísticos enfrentados por viagens espaciais de longa distância.
Conforme destaca o site Science Alert, a tecnologia humana ainda é tão limitada, e o espaço é tão grande, que o tempo que uma espaçonave levaria para viajar para outra estrela apresenta uma barreira significativa para a exploração de outros sistemas solares.
Lançada em 1977, a sonda Voyager 1, por exemplo, levaria 73 mil anos para chegar a Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol, em sua velocidade atual. Ainda que naves espaciais mais modernas possam viajar mais rápido, a jornada ainda levaria milhares de anos com a tecnologia atualmente disponível.
Uma solução potencial seriam as naves geracionais, que veriam várias gerações de viajantes espaciais viverem e morrerem antes de chegar ao destino final. Outra opção seria a hibernação artificial, se pudesse ser implementada com sucesso.
E é isso que os cientistas do Instituto de Tecnologia Avançada de Shenzhen (SIAT), da Academia Chinesa de Ciências, começaram a investigar; não em humanos, mas em macacos, desencadeando quimicamente um estado de hipotermia.
“Aqui, mostramos que a ativação de uma subpopulação de neurônios da área pré-óptica (POA) por uma estratégia quimiogenética induz de forma confiável a hipotermia em macacos anestesiados e em movimento livre”, dizem os pesquisadores em seu artigo. “No total, nossas descobertas demonstram a regulação central da temperatura corporal em primatas e abrem caminho para futuras aplicações na prática clínica”.
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