Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de dezembro de 2022 · 2 min de leitura ·

“Desligar” o cérebro pode ser a solução para viagens espaciais de longa distância

“Desligar” o cérebro pode ser a solução para viagens espaciais de longa distância

Uma pesquisa publicada no periódico científico The Innovation utilizou macacos para encontrar uma solução para problemas logísticos enfrentados por viagens espaciais de longa distância.

Conforme destaca o site Science Alert, a tecnologia humana ainda é tão limitada, e o espaço é tão grande, que o tempo que uma espaçonave levaria para viajar para outra estrela apresenta uma barreira significativa para a exploração de outros sistemas solares.

Lançada em 1977, a sonda Voyager 1, por exemplo, levaria 73 mil anos para chegar a Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol, em sua velocidade atual. Ainda que naves espaciais mais modernas possam viajar mais rápido, a jornada ainda levaria milhares de anos com a tecnologia atualmente disponível.

Uma solução potencial seriam as naves geracionais, que veriam várias gerações de viajantes espaciais viverem e morrerem antes de chegar ao destino final. Outra opção seria a hibernação artificial, se pudesse ser implementada com sucesso.

E é isso que os cientistas do Instituto de Tecnologia Avançada de Shenzhen (SIAT), da Academia Chinesa de Ciências, começaram a investigar; não em humanos, mas em macacos, desencadeando quimicamente um estado de hipotermia.

“Aqui, mostramos que a ativação de uma subpopulação de neurônios da área pré-óptica (POA) por uma estratégia quimiogenética induz de forma confiável a hipotermia em macacos anestesiados e em movimento livre”, dizem os pesquisadores em seu artigo. “No total, nossas descobertas demonstram a regulação central da temperatura corporal em primatas e abrem caminho para futuras aplicações na prática clínica”.

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