
Um dos marcos mais importantes de 2022 em relação à exploração espacial foi, sem dúvida, o impacto da espaçonave DART (sigla em inglês para Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo) com um sistema binário de asteroides. Vamos relembrar essa grande missão da NASA?
Embora nem Dimorphos (de 163 metros de largura) nem seu companheiro maior (medindo 780 metros), Didymos, estivessem em rota de colisão com a Terra, o procedimento foi um teste de defesa planetária de um método que poderá, eventualmente, nos proteger do ataque de outro asteroide que possa oferecer algum risco em potencial.
Como a DART era um “cubo” com cerca de 1,3 metros de largura, pesando apenas 550 kg, para o asteroide a colisão foi mais equivalente a um “peteleco” do que a um chute do famoso ex-jogador de futebol Roberto Carlos. Ainda assim, o simples “empurrão” já foi suficiente para influenciar sua trajetória.
Uma semana depois da bem-sucedida ação, identificou-se que Dimorphos soltou nuvem de poeiras e partículas. Telescópios em solo detectaram que os detritos expelidos pelo objeto após a colisão criaram uma espécie de cauda, “transformando” a rocha espacial em um cometa.
Last night, @SARA_Obs Chile: Didymos/Dimorphos dust trails. 7x5m tracked on asteroids, stars filtered. WNW trail extends to 165", projecting to ~8600 km. (0410-0500 UT 30 Sept., ~78 hours after impact, R band) pic.twitter.com/4NJkxVEqz9
Não foram apenas equipamentos terrestres que captaram a colisão entre a DART e o asteroide Dimorphos. O evento também foi registrado pelos telescópios espaciais queridinhos da NASA: o lendário Hubble e o tão aclamado James Webb.
Entre para comentar.