
Após a confirmação da morte de todos os cinco passageiros do submarino da OceanGate, uma investigação foi iniciada para entender o que de fato aconteceu para que o submersível não suportasse a pressão do fundo do Oceano Atlântico e implodisse — entenda aqui o que é implosão.
No entanto, já com diversos indícios de que o veículo não atendia a demanda de segurança necessária, especialistas apontam que a tragédia era inevitável, inclusive no que diz respeito as escolhas do design e materiais usados na construção do Titan.
Embora a investigação ainda esteja em andamento, já que busca mais destroços para montar um possível quadro dos eventos, segundo o professor de oceanografia da Universidade de Rhode Island, Chris Roman, à AP, a esfera do submarino era até adequada para esse tipo de embarcação, porque possibilita que a pressão alcance todas as áreas com a mesma intensidade — uma igual distribuição.
No entanto, o Titan de 6,7 metros de comprimento e 10 toneladas foi projetado para fins comerciais (passeios), assim adicionou uma área interna relativamente espaçosa para seu tamanho, o que o deixou mais vulnerável à pressão externa da água.
Geralmente, submersíveis que vão até águas profundas são de titânio, o Titan da OceanGate era de fibra de carbono. Baseado nessas análises, as escolhas no design e materiais do submarino podem ter contribuído diretamente para o acidente.
Para Jasper Graham-Jones, professor associado de engenharia mecânica e marinha na Universidade de Plymouth, no Reino Unido, há ainda mais consequências na decisão de aumentar o espaço na cabine. São elas:
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