
“Stockton percebeu que a única maneira de ajudar a humanidade a desvendar os segredos do oceano era burlar as regulamentações e provar que isso poderia ser feito da maneira mais segura possível”. É o que contou Guillermo Söhnlein, cofundador da OceanGate, empresa do submarino que implodiu perto do Titanic, em entrevista ao The Wall Street Journal.
No entanto, o que aconteceu em 18 de junho pode ter provado algo muito diferente. Stockton Rush, CEO da OceanGate, pilotou o submersível Titan numa expedição para ver os destroços do Titanic. Horas depois, a embarcação implodiu, matando todos as cinco pessoas a bordo.
A Guarda Costeira dos EUA abriu sua investigação de mais alto nível sobre o incidente, enquanto especialistas questionam se falhas no design do Titan levaram ao seu fim.
Rush e Söhnlein fundaram a OceanGate em 2009. Depois de deixar a empresa, em 2013, Söhnlein permaneceu como acionista minoritário.
A OeanGate queria um submersível que pudesse acomodar até cinco pessoas. Em 2018, começou o desenvolvimento do Titan, que duraria três anos.
Inicialmente, não pensávamos que iríamos construir nossos próprios submarinos, pensávamos que iríamos contratar [empresas] para isso. [Mas] o padrão da indústria simplesmente não permitia que eles construíssem o que precisávamos e o que pensávamos que a humanidade precisava para explorar os oceanos.
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