
Capturas feitas por um pesquisador da Faculdade de Dartmouth, nos EUA, que mostram consequências explosivas da colisão de duas estrelas moribundas, podem ajudar os cientistas a entender melhor esse tipo raro de evento astronômico, além de, finalmente, confirmar a identidade de uma estrela brilhante, mas de curta duração, observada há quase 850 anos.
Robert Fesen, que é professor de física e astronomia, obteve imagens telescópicas nas quais é possível ver uma explosão de filamentos finos em forma de fogos de artifício irradiando de uma estrela altamente incomum no centro de uma nebulosa chamada Pa 30.
Na quinta-feira (12), durante a 241ª Reunião da Sociedade Astronômica Americana, ele apresentou os resultados de uma pesquisa, da qual é o autor principal, que será publicada na edição de fevereiro da revista científica The Astrophysical Journal Letters.
Pa 30 é uma região densa de gás iluminado, poeira e outras matérias, que, segundo o estudo de Fesen, parece conter pouco ou nada de hidrogênio e hélio, mas com elementos como enxofre e argônio em abundância.
De acordo com os dados da pesquisa, a estrutura e as características incomuns da nebulosa correspondem ao resultado previsto de uma colisão entre estrelas em estágio terminal conhecidas como anãs brancas.
Anãs brancas são estrelas fracas e extremamente densas, de tamanho aproximado ao da Terra, com massa semelhante à do Sol.
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