
Usando dados do Observatório de Dinâmicas Solares (SDO), da NASA, pesquisadores da Associação de Pesquisa do Noroeste dos EUA (NWRA) identificaram pequenos sinais nas camadas superiores da atmosfera solar, a coroa, que podem ajudar a identificar quais regiões do Sol são mais propensas a produzir erupções.
Eles observaram que, acima das regiões prestes a se inflamar, a coroa produzia flashes em pequena escala – como pequenas faíscas que antecedem os grandes fogos de artifício.
Segundo a NASA, essas informações poderiam eventualmente ajudar a melhorar as previsões de erupções e tempestades solares.
O clima espacial pode afetar a Terra de várias maneiras: produzindo auroras, colocando em risco os astronautas, interrompendo as comunicações de rádio ou causando grandes apagões elétricos.
Um estudo publicado nesta segunda-feira (16) no periódico científico The Astrophysical Journal demonstra como a atividade nas camadas inferiores da atmosfera do Sol – como a fotosfera e a cromosfera – pode indicar explosão iminente em regiões ativas, que muitas vezes são marcadas por grupos de manchas solares.
“Podemos obter algumas informações muito diferentes na coroa do que obtemos da fotosfera, ou ‘superfície’ do Sol”, disse KD Leka, principal autor do novo estudo, que também é professor estrangeiro designado na Universidade de Nagoya, no Japão. “Nossos resultados podem nos dar um novo marcador para distinguir quais regiões ativas provavelmente se inflamarão em breve e quais permanecerão em silêncio durante um próximo período de tempo”.
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