Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 19 de maio de 2016 · 2 min de leitura ·

Google agora também produz seus próprios chips

Google agora também produz seus próprios chips

O que você precisa saber

Entre as várias coisas que o Google I/O revelou sobre o futuro do Google, uma novidade importante passou meio que despercebida da apresentação principal. Agora o Google fabrica chips, colocando a gigante em um território dominado por empresas como Intel e Nvidia.

Os chips do Google têm uma função bem específica, no entanto. Chamado de TPU (Tensor Processor Units), eles serão usados nos datacenters da companhia para gerar o poder computacional necessário para manter os esforços crescentes da companhia na área de inteligência artificial.

A mudança vem graças à necessidade de expansão do poder computacional por parte do Google para manter os seus serviços funcionando bem. A companhia sempre precisa de chips melhores, capazes de manter o desempenho de alto nível em seus servidores, mas também economizando energia, porque ninguém gosta de desperdiçar dinheiro. Daí surgiu o TPU, que, também é uma forma de atrair empresas e desenvolvedores a se manter dentro do ecossistema Google de nuvem e IA, prometendo um desempenho melhor que o da concorrência.

O TPU recebe este nome por ser usado para sustentar o TensorFlow, um software que comanda as redes neurais do Google, capazes de aprender como realizar tarefas ao analisar um volume enorme de dados e reconhecer padrões. Por exemplo: o Google Fotos reconhece as imagens que têm um cachorro por ter sido alimentado com milhões de fotos de cachorros no passado.

Normalmente, essa tarefa seria dedicada a GPUs, conhecidas na linguagem popular como placas de vídeo, que normalmente são usadas para processar gráficos de jogos e outras aplicações que dependam de gráficos; no entanto, elas também são mais adequadas do que CPUs (os processadores convencionais) para o tipo de cálculos necessários para manter as redes neurais como a do Google. No entanto, a empresa dz que o TPU é ainda mais eficiente, já que eles foram criados especificamente para esta função, precisando de menos transistores para cada operação, permitindo um maior número de operações por segundo.

O Google diz que ainda não abandonou os chips convencionais para a tarefa de lidar com inteligência artificial, pelo menos por enquanto. Apenas uma parte do processamento é feito por TPUs, enquanto boa parte ainda é mantida por GPUs, e as CPUs ainda são parte importante do trabalho. Mas quanto tempo mais até o Google começar a produzir estes chips também?

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