Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de janeiro de 2023 · 2 min de leitura ·

Foguete nuclear projetado pela NASA pode levar apenas 45 dias para chegar em Marte

Foguete nuclear projetado pela NASA pode levar apenas 45 dias para chegar em Marte

Missões espaciais tripuladas para além da Órbita Baixa da Terra (LEO) e do sistema Terra-Lua exigem novas tecnologias, que vão desde suporte à vida e proteção contra radiação até energia e propulsão. Neste último quesito, a Propulsão Térmica Nuclear e a Propulsão Elétrica Nuclear (NTP / NEP) são os dois protagonistas.

Alguns anos atrás, a NASA reacendeu seu programa nuclear (que estava no auge na época da corrida espacial com a antiga União Soviética), com o objetivo de desenvolver propulsão nuclear bimodal – um sistema de duas partes que consiste em um elemento NTP e NEP – que poderia permitir viagens para Marte em 100 dias.

Para este ano, como parte do programa NIAC (sigla em inglês para Conceitos Avançados Inovadores da NASA), a agência selecionou um conceito nuclear para o desenvolvimento da Fase I. Essa nova classe de sistema de propulsão nuclear bimodal usa um “ciclo de topo do rotor de onda” e poderia reduzir a jornada para Marte para apenas 45 dias.

Intitulada Bimodal NTP / NEP with a Wave Rotor Topping Cycle, a proposta foi apresentada pelo PhD em engenharia aeroespacial Ryan Gosse, líder do Programa de Hipersônica da Universidade da Flórida e membro da equipe de Pesquisa Aplicada em Engenharia da Flórida (FLARE).

Sua proposta é uma das 14 selecionadas pelo NAIC em 2023 para o desenvolvimento da Fase I, que inclui um incentivo financeiro de US$12,5 mil (algo em torno de R$65 mil) para ajudar no amadurecimento da tecnologia e dos métodos envolvidos. As demais propostas incluem sensores, instrumentos, técnicas de fabricação, sistemas de energia inovadores, entre outros.

Para a Propulsão Térmica Nuclear (NTP), o ciclo consiste em um reator aquecendo o propulsor de hidrogênio líquido (LH2) para transformá-lo em gás hidrogênio ionizado (plasma), que é então canalizado através de bicos para gerar empuxo.

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