
Assim como uma cebola, a Terra é dividida e estruturada em várias camadas. Ao analisar as ondas sísmicas do planeta, pesquisadores descobriram que partes do seu núcleo permanecem há bilhões de anos tão quentes quanto a superfície do Sol.
A camada mais externa do globo terrestre é a crosta, que inclui a superfície em que pisamos. Mais abaixo, vem o manto, essencialmente uma rocha sólida. Um pouco mais profundo, está o núcleo externo, que é feito de ferro líquido. Por fim, vem o núcleo interno, feito de ferro sólido, e com um raio que é 70% do tamanho da Lua.
“Quanto mais fundo você mergulha, mais quente fica – partes do núcleo são tão quentes quanto a superfície do Sol”, escreveu Shichun Huang, professor associado de Ciências da Terra e Planetárias na Universidade do Tennessee, nos EUA, em um artigo de sua autoria publicado no site The Conversation.
Segundo Huang, da mesma forma que um médico pode usar uma técnica chamada ultrassonografia para fazer imagens das estruturas internas do nosso seu corpo com ondas de ultrassom, os cientistas usam uma técnica semelhante para visualizar as estruturas internas da Terra. “Mas, em vez de ultrassom, os geocientistas usam ondas sísmicas – ondas sonoras produzidas por terremotos”.
Com cerca de 30 km de espessura, a crosta começa na superfície da Terra, coberta por materiais diversos, como areia, grama e pavimento, por exemplo. As vibrações sísmicas revelam que abaixo disso existem rochas dos mais variados tamanhos cobrindo a camada seguinte, chamada de manto.
A parte superior do manto acompanha o movimento da crosta. Juntos, eles são chamados de litosfera, uma camada que tem cerca de 100 km de espessura em média, embora possa ser mais encorpada em alguns pontos.
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