
Io pode ser considerada a lua mais explosiva do Sistema Solar. Sendo a terceira maior de Júpiter, ela orbita próxima de suas irmãs grandes: Ganímedes e Europa, além do próprio gigante gasoso. Isso faz com que ela tenha uma influência gravitacional muito grande dos astros ao seu redor, o que pode contribuir para sua intensa atividade vulcânica.
A aparência de Io também se destaca, já que o enxofre expelido por seus enormes vulcões dão uma coloração inédita para a Lua. Esses fatores faz com que o astro seja alvo de diversas pesquisas, incluindo uma que ano passado identificou gases que criam um tipo de erupção diferente, maior e talvez mais duradoura.
Esse tipo de descoberta mostra que ainda existem mistérios sobre essa Lua, mesmo tendo sido flagrada por sondas como a Voyager e a Galileu, Io ainda é frequentemente estudada e muitas perguntas sobre seu interior ainda estão sem respostas.
Em entrevista ao New York Times, Ashley Davies, cientista planetária e vulcanóloga do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, disse que a pesquisa feira ano passado trouxe dados surpreendentes.
“Está mostrando que Io é certamente um dos corpos mais energéticos do sistema solar, e você não tem ideia de como vai aparecer quando você ligar o telescópio”, explicou a especialista que não teve ligação com a pesquisa.
O telescópio a que ela se refere é o da sonda Juno. O satélite está na órbita de Júpiter desde 2016 coletando informações e, em dezembro deste ano, deve passar pertinho da Io.
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