Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de janeiro de 2023 · 2 min de leitura ·

Satélites: Starlink chega em acordo com astrônomos

Satélites: Starlink chega em acordo com astrônomos

Os satélites são importantes para telecomunicações, observações geoespaciais e outras funções, mas o excesso desses componentes em órbita pode atrapalhar as observações espaciais feitas aqui da Terra. A SpaceX está no centro desse debate, já que a empresa conta com mais de 3 mil satélites, para a transmissão da internet, mas a intenção é que esse número chegue a 30 mil, a maior parte deles da rede Starlink.

Mesmo com telescópios espaciais como James Webb, recentemente lançado e o Hubble, os principais responsáveis pelas observações do espaço, são os observatórios localizados aqui na Terra. Os satélites localizados na órbita terrestre podem interferir de várias formas nas observações, sejam elas feitas por telescópios infravermelhos, pórticos ou de rádio.

Para reduzir esses problemas, a National Science Foundation (NSF) e a SpaceX estão conversando e estudando formas de reduzir as interferências dos satélites nas observações do céu noturno feitas pelos astrônomos.

Para que boas imagens do espaço sejam feitas, os observatórios precisam estar localizados em locais com céu noturno limpo, longe da poluição luminosa dos grandes centros urbanos. Além disso, telescópios ópticos geralmente precisam de longas exposições das lentes para coletar imagens de objetos distantes, que podem durar segundos ou até mesmo minutos.

No entanto, se um satélite passa pela área de observação enquanto as lentes estão capturando a luz para formar imagens, elas ganham um enorme risco luminoso atravessando o céu.

Segundo um estudo realizado pelo The Astronomical Journal Letters em 2022, cerca de 5301 observações feitas pelo observatório Zwicky Transient Facility entre 2019 e 2019, continham faixas luminosas causadas pela passagem de satélites.

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