
Conforme o Olhar Digital havia antecipado, o asteroide 2023 BU, de cerca de 5,5 metros de diâmetro, passou muito perto da Terra na noite desta quinta-feira (26), a apenas 3,6 mil km da superfície – o que, em termos astronômicos, não é quase nada.
Pouco antes de atingir o perigeu (ponto mais próximo do nosso planeta), em cima do Pacífico Sul, a rocha espacial fez um voo rasante sobre o Brasil, cobrindo sete estados: Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
Para se ter uma ideia da extrema velocidade com que o asteroide sobrevoou esse trecho (a cerca de 30 mil km/h), a distância entre Recife e Foz do Iguaçu, que é de 2.880 km, foi percorrida em menos de seis minutos.
De acordo com um comunicado emitido pela NASA antes do evento, o corpo celeste – descoberto no último sábado (21) pelo fabricante de telescópios e astrônomo amador russo Gennady Borisov – teria sua rota drasticamente alterada pela força gravitacional da Terra.
Até então, o asteroide levava 359 dias para completar uma volta ao redor do Sol. Após seu encontro com o nosso planeta, segundo a agência, sua órbita se tornaria mais alongada, movendo-o para mais ou menos o meio do caminho entre as órbitas da Terra e de Marte em seu ponto mais distante do Sol. Com isso, ele passaria a circundar a nossa estrela a cada 425 dias.
Isso, de fato, aconteceu? Qual foi a taxa de deslocamento? E qual foi o ponto exato na Terra sobre o qual o asteroide passou mais perto? O que aconteceria se, por acaso, ele entrasse na atmosfera e colidisse com o planeta?
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